ESPECIAL DE DOMINGO: REGIÃO SUL DO RS TEM O MAIOR CRESCIMENTO DE EMPREGOS FORMAIS NO ESTADO

O maior crescimento de empregos formais nos últimos 12 meses ocorreu na RF5, que corresponde ao Extremo Sul do RS. Imagem: Internet.

Do Jornal do Comércio

Análise divulgada pelo Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul (RS) diz respeito às Regiões Funcionais, subdivisões do Estado para fins de planejamento. O estudo foi dividido em dois períodos, um anual, de julho de 2022 a julho de 2023, e um expandido, de julho de 2020 a julho de 2023. O maior crescimento de empregos formais nos últimos 12 meses ocorreu na RF5, que corresponde ao Extremo Sul do RS. A área que abriga Pelotas teve aumento de 4,7% nos vínculos empregatícios. Já o destaque negativo foi da Serra, a RF3, que cresceu apenas 1,7%.

O principal motivo para o crescimento significativo do índice na Região Sul no intervalo de um ano foi o desenvolvimento do mercado de construção de embarcações situado no município de São José do Norte. A cidade, sozinha, gerou mais de 2,2 mil vagas de emprego. Enquanto isso, o fraco rendimento da indústria colaborou para o baixo desempenho da Serra.

A Região Metropolitana não apresentou aumentos importantes no estudo, o que, segundo o pesquisador do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, Guilherme Xavier Sobrinho, tem relação com a desconcentração do crescimento do Estado.

“A Região Metropolitana tem sido, na série histórica, uma das áreas com menor crescimento. Isso tem relação com tendências de longo prazo que são reconhecidas em vários locais do Brasil e até em outros países, que é a de desconcentração. Nossos modelos de crescimento eram muito centrados nas metrópoles, mas isso tem sido gradativamente alterado”, explica. Para Sobrinho, a falta de estímulo na área também colabora para a estabilidade.

O crescimento do Litoral na análise expandida, mas o desenvolvimento baixo na anual, representam uma tendência de atração de população, principalmente durante a pandemia. “Quando se acumulam três anos, os resultados das regiões são mais próximos, e a primeira colocada é o Litoral, em percentual de crescimento. Isso ocorreu em função da atração de população. Muitos aposentados, pessoas que resolveram ter mais qualidade de vida ou que tinham alguma segunda moradia lá, isso é um elemento que pesa”, afirma.

Por fim, o pesquisador destaca que, assim como nas Unidades Federativas, o crescimento ocorreu em todas as Regiões Funcionais (RF), e a análise está sendo feita a partir das conjunturas de cada área. “Todas tiveram variações positivas, então estamos comparando intensidades de crescimento.”

As regiões Funcionais são assim divididas: RF1 (Metropolitano do Delta do Jacuí, Centro Sul, Vale do Caí, Vale do Rio dos Sinos e Paranhana/Encosta da Serra); RF2 (Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari); RF3 (Campos de Cima da Serra, Hortênsias e Serra); RF4 (Litoral Norte); RF5 (Sul); RF6 (Campanha e Fronteira Oeste); RF7 (Fronteira Noroeste, Missões, Noroeste Colonial e Celeiro); RF8 (Alto Jacuí, Central, Jacuí-Centro e Vale do Jaguari; RF9 (Alto da Serra do Botucaraí, Médio Alto Uruguai, Nordeste, Norte, Produção e Rio da Várzea).

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