PROJETO CONEXÃO AGROINDÚSTRIAS QUALIFICA 25 EMPREENDEDORES DA ZONA SUL

Gestão, segurança e boas práticas do setor alimentício são alguns dos focos que a iniciativa irá abordar até o final de 2023

Dois anos de capacitação técnica e gerencial para garantir segurança e qualidade de produtos alimentícios antes de chegarem à mesa dos consumidores. Essa é a proposta do projeto Conexão Agroindústria, que está beneficiando um grupo de 25 empreendedores do setor alimentício da Zona Sul do Estado.

Participam agroindústrias dos municípios de Pelotas, Capão do Leão e Morro Redondo dos mais diversos nichos, como embutidos, panificadoras e produtores de doces regionais, até pequenas indústrias de vinhos e sucos. As primeiras atividades foram realizadas ainda em setembro e irão se estender até o final de 2023.

O projeto integra as ações do Juntos Para Competir (JPC), desenvolvido em solo gaúcho pela Farsul, Senar-RS e Sebrae RS, e conta ainda com a parceria da Emater/RS, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SDR), e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas.

Mensalmente os empreendedores recebem ao menos uma visita presencial de um consultor do programa de Assistência Técnica e Gerencial do Senar-RS (ATeG), além de um permanente suporte remoto dos parceiros da iniciativa. A expectativa é que, a partir de 2022, com menos restrições de distanciamento social, o grupo possa realizar encontros presenciais de forma coletiva para, além de promover a integração mais efetiva dos participantes, também fomentar novas oportunidades de intercâmbio, promover rodadas de negócios, e realizar capacitações de forma coletiva.

Segundo a gestora do Sebrae RS, Márcia de Azevedo Rodrigues, o foco do trabalho é valorizar e desenvolver a cadeia produtiva local capacitando os produtores com conteúdos e ferramentas que tornem a sua produção mais eficiente e lucrativa. Durante os 24 meses previstos no projeto, a iniciativa irá qualificar o grupo em duas frentes: do ponto de vista gerencial, em questões relativas ao desenvolvimento de cada negócio e ao posicionamento dos produtos de cada agroindústria no seu respectivo nicho de mercado. Por outro lado, dará ênfase em questões sanitárias e de boas práticas, temas essenciais para garantir que os insumos produzidos e distribuídos estejam livres de qualquer contaminação ou similar. Serão abordados temas como inspeção, procedência e qualidade dos alimentos, além de capacitações específicas como oficinas de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e adesão ao Programa Alimentos Seguros (PAS).

Para Edison de Almeida Foster, diretor da Bravo Carne do Pampa, a assistência técnica para a qualificação do serviço deve ser uma das mais valiosas contribuições do projeto, uma vez que em termos de produto, o negócio está bem posicionado. A marca atua na oferta de cortes de alto padrão das raças Hereford e Angus, com selo de origem, e acompanha todo ciclo do animal, desde o nascimento, sua alimentação e saúde, além de outros fatores “Gestão, marketing, rotulagem, por exemplo, são áreas que certamente podem agregar valor ao nosso negócio”, explica.

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