AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A ‘MINA GUAÍBA’ CUMPRE MAIS UMA ETAPA DO GRANDE PROJETO

    Uma audiência pública para debater a instalação da Mina Guaíba, empreendimento da empresa Copelmi que pretende instalar uma mina de carvão a em Eldorado do Sul, na região Metropolitana de Porto Alegre, foi realizada no teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa e contou com a presença de representantes de dirigentes da empresa, políticos da Região Carbonífera e interessados no projeto. O Mina Guaíba é um projeto de mineração de carvão mineral, areia e cascalho, localizado nos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas, aqui no Rio Grande do Sul, que, atualmente, está em processo de licenciamento junto ao órgão ambiental, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM) e vai gerar emprego e renda ao RS. É um projeto visa beneficiar a economia gaúcha, visto que hoje o Rio Grande do Sul tem forte dependência da importação de energia gerada em outras regiões do país, fato que interfere diretamente no desenvolvimento econômico, social e tecnológico do estado.

    Conheça o projeto: www.projetominaguaiba.com.br

     

     

     

    ​Desde que o empreendimento foi anunciado, algumas entidades, ambientalistas e também integrantes de alguns movimentos sociais tem questionado o projeto. Entre os principais pontos apontados por estes grupos estão os impactos ambientais e sociais. A poluição do ar e da água, em conjunto com o impacto em plantações de arroz orgânico e na vida de comunidades indígenas, estão entre os pontos levantados pelos contrários a mina. O caso ganhou atenção do Ministério Público do estado (MP/RS), que entrou com uma ação contra a liberação de licenças ambientais para implementação do Polo Carboquímico, o que impactaria diretamente na implantação da Mina Guaíba.

    Para as comunidades que se localizam em áreas de futura mineração, serão concebidos Planos de Reassentamento. As ações serão desenvolvidas por processos participativos com envolvimento direto das pessoas assessoradas e assistidas de maneira que possam se sentir em plenas condições de justa negociação para mudanças. Os planos de reassentamento serão criados visando atender tanto as questões de moradia, atividades produtivas, bem como acesso a serviços e equipamentos públicos e comunitários.

    A Copelmi, através de seu gerente de sustentabilidade, Cristiano Weber, garante que todos os impactos ambientais e sociais foram previstos. “Tudo foi contemplado, e o que não estava previsto por qualquer motivo nós acrescentamos”, garante. Ele também afirma que o objetivo da empresa é garantir um desenvolvimento sustentável, e culpa a falta de informação pelo que considera acusações desproporcionais. “Depois da tragédia de Brumadinho muitas informações equivocadas foram espalhadas. Muita gente que não conhece o tema está falando sem entendimento. Por exemplo, dizem que a exploração pode gerar chuva ácida, mas isso só é possível com liberação de gases, o que não acontece no caso da mina.”  Um grupo aplaudia a apresentação de Weber, que mostrou os dados relativos à instalação da mina. Esta é parte de um grande projeto que envolve a implantação do Polo Carboquímico, proposta que pretende aumentar o uso do carvão gaúcho. Caso a mina seja instalada, a previsão é que sejam extraídas 8,1 milhões e toneladas de carvão mineral por ano. A empresa projeta que isso resulte em R$ 218 milhões em impostos por mês e garante que, apenas na fase de instalação, sejam criados 5,6 mil empregos.




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