PAULA APRESENTA PROJETO DO CENTRO ADMINISTRATIVO

Construído na zona do Porto, o complexo deve gerar economia aos cofres públicos, centralizar serviços municipais e dar mais celeridade no atendimento aos pelotenses.

A prefeita Paula Mascarenhas apresentou, em coletiva à imprensa no Paço Municipal, o projeto do Centro Administrativo de Pelotas – iniciativa que visa economizar recursos públicos, centralizar serviços da Prefeitura e dar mais agilidade e eficiência no atendimento à população. A intenção do Executivo é construir o complexo em prédios e área que já pertencem ao Município, na zona do Porto.

A ideia é poder solucionar desafios pontuais enfrentados pela gestão municipal, que dificultam o bom funcionamento da máquina pública, como a despesa gerada na locação de espaços, a descentralização e dispersão da Administração e custos cada vez mais elevados para manter essa organização, declarou a chefe do Executivo.

Por ano, a Prefeitura emprega nas unidades administrativas mais de R$ 3,4 milhões em contas de energia elétrica, telefonia e aluguéis, e cerca de R$ 8,1 milhões com combustíveis e serviços de vigilância, manutenção e conservação de veículos e prédios. A exemplo de outras cidades onde Centros como esse já são realidade, a concentração dos serviços públicos em sede unificada impactará, significativamente, na redução dos aportes financeiros empregados.

“Os grandes beneficiados deste projeto são os cofres públicos e os cidadãos pelotenses, que terão mais conforto e eficiência na hora de buscar o serviço do Município, ao mesmo tempo em que economizamos recursos públicos”, reforçou a prefeita, destacando o valor despendido na locação de imóveis. “Somente nesta parte administrativa, que poderia estar sediada em um único lugar, o Município paga, atualmente, mais de R$ 2 milhões em aluguéis por ano”, assinalou.

SEDE PARA O CENTRO ADMINISTRATIVO

Paula explicou que, depois de avaliar possíveis espaços na cidade para sediar a estrutura – levando-se em conta critérios como localização, infraestrutura e acessibilidade ligada a transporte e trânsito, os prédios e a área do Almoxarifado Municipal (rua Benjamin Constant, 1541 – Porto) foram escolhidos para abrigar o complexo.

“A presença do Centro Administrativo próximo ao Centro Histórico é muito importante. Se tirarmos a burocracia administrativa da zona central, a tendência é reduzir o fluxo de pessoas daqui, e não é o que queremos”, justificou a prefeita. Em terreno com área aproximada de 6.955 metros quadrados, o projeto visualiza manter o prédio histórico e construir outra unidade de até seis andares.

CAMINHOS PARA VIABILIZAR A UNIDADE

O estabelecimento de uma Parceria Público-Privada (PPP) foi o melhor caminho encontrado para a viabilização da proposta, salientou a prefeita, considerando a maior capacidade de investimento, a agilidade técnica, a celeridade na execução das obras e, sobretudo, a redução de custo do projeto. Para realizá-la, duas etapas são importantes: o desenvolvimento de um estudo técnico de viabilidade do Centro Administrativo – considerando aspectos operacionais, jurídicos e econômicos, e modelagem da contratação –, que será fundamental para preparar o edital licitatório.

Desta forma, a Prefeitura recebeu uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP) da Companhia Paulista de Desenvolvimento (CPD) para elaborar a consultoria técnica. A prefeita autorizou o procedimento nesta quinta e anunciou o lançamento de um chamamento para que outras empresas interessadas também possam apresentar suas propostas.

O Executivo Municipal poderá realizar uma licitação para executar um dos projetos sugeridos, se entendida como favorável à sociedade. “A autorização para fazer o estudo não obriga a Prefeitura a utilizá-lo. Faremos se ele for o ideal para o município”, informou Paula.

Outro passo essencial para a criação do Centro é a reapresentação do Projeto de Lei do Programa de Parcerias do Município de Pelotas (Proppel), que atualiza a lei municipal que regra as PPPs. “A atual legislação municipal está defasada e não dá segurança jurídica nem para o ente público, nem para as empresas que pensam em investir nos projetos da cidade”, argumentou a prefeita, explicando que a nova lei foi adaptada de acordo com as diretrizes da lei federal vigente.




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