RG: CÂMARA DE COMERCIO DEFENDE AUTONOMIA DA ALFÂNDEGA DE RIO GRANDE

A Câmara de Comércio da Cidade do Rio Grande desde que teve conhecimento das mudanças apresentadas pelo Governo Federal para a Receita Federal vem defendendo que é necessário garantir a autonomia da Alfândega do Porto do Rio Grande pela dificuldade que será enfrentada com a mudança da chefia para Santa Catarina. Tão logo a entidade recebeu a notícia da exoneração do delegado Carlos Frederico de Miranda, uma comitiva de diretores, associados e empresários esteve no local para prestar solidariedade e entender o fato ocorrido.

“A Câmara de Comércio bem como as entidades empresariais acreditam que é necessário modernizar e desburocratizar o serviço público e as mudanças promovidas na Receita Federal são elogiáveis até certo ponto, tendo em vista que não contemplou da mesma forma os modais marítimo e rodoviário no Estado do Rio Grande do Sul”, explica o presidente da entidade, Antônio Carlos Bacchieri Duarte. Com as mudanças apresentadas, a Alfândega de Rio Grande perde status ficando subordinada à Itajaí. “Enquanto a zona seca fica com duas Delegacias, o modal marítimo gaúcho perde seu poder de decisão local. O que entendemos é que a distância entre Rio Grande e Itajaí é muito grande, o que inviabilizaria situações que necessitam de uma presença institucional forte por parte da Receita, através de seu Delegado”, explica o presidente.

A exoneração do Delegado da Alfândega do Porto do Rio Grande, Carlos Frederico de Miranda, publicada no Diário Oficial do dia 08 de maio, deixou a sociedade, as entidades de classe e os colegas consternados tendo em vista que o processo foi abrupto. “O Delegado Carlos Frederico estava realizando uma defesa do Porto do Rio Grande, da Cidade e levou esse assunto ao conhecimento das autoridades governamentais, tanto no nível Estadual quanto Federal. Isso talvez possa ter contribuído para sua exoneração e a Câmara de Comércio ressalta que o Delegado sempre cumpriu seu papel de forma exemplar tanto para a sociedade quanto para a Receita Federal. Seguiremos defendendo que a Receita de Rio Grande tenha sua autonomia e o Governo tem o direito de escolher seus pares de trabalho. Contudo, devemos destacar o trabalho exemplar por ele realizado e manter o diálogo tendo em vista que falamos da vida profissional de um cidadão. A defesa do Porto do Rio Grande seguirá e entender todo o processo que culminou com a exoneração faz parte disso”, conclui Bacchieri.




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