COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL -DIÁRIO DA MANHÃ – 19.02.2019

 

CAMINHOS DA ZONA SUL

www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

APL Marítimo – Uma nova modelagem para o Arranjo Produtivo Local e as maneiras de auxílio ao governo do estado estão na pauta do novo dirigente da SPH-RS. O diretor-presidente do APL, Arthur Rocha Baptista, reuniu-se com o superintendente do Porto do Rio Grande, Fernando Estima, para tratar especificamente deste tema de importância vital para o RS. Lembrando que o APL Marítimo surgiu da ampliação da temática do antigo APL do Polo Naval e de Energia. Com a mudança, o grupo passou a se dedicar ao fomento das atividades marítimas e navais e suas respectivas cadeias produtivas e com as ações conjuntas há um fortalecimento do sistema hidroportuário gaúcho.

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Novo APL– O APL Marítimo foi aprovado no dia 19 de novembro de 2018 em assembleia geral e passou a incluir os setores de navegação aquaviária, operações portuárias, logística, pesca e aquicultura, dentre outros assuntos. O APL Marítimo do Rio Grande do Sul é o primeiro do gênero no Brasil. O simulador mencionado teve seu workshop de lançamento no mesmo dia e é uma ferramenta de alta precisão para a realização de treinamentos marítimos, como também, para simulações de manobras complexas e novas estruturas portuárias, sendo o primeiro simulador de alta precisão do RS.

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– A Companhia Estadual de Silos e Armazéns confirmou a venda da unidade do Capão do Leão nos leilões que se avizinham. Serão dez unidades em todo o RS que serão vendidas, dando continuidade ao processo de liquidação da empresa. A expectativa é de arrecadar cerca de R$ 70 milhões, valor estimado a partir do preço mínimo estipulado. Cinco leilões já têm data definida.  A diminuição da estrutura física da Cesa ocorre desde 2015, com a venda de seis ativos da companhia. A unidade frigorífica de Caxias do Sul quitou mais de 90% da dívida que a Cesa tinha com o BRDE. Já o valor da unidade de Estação serviu como pagamento de passivo trabalhista em ação individual. Os terrenos em Júlio de Castilhos, Nova Prata, Palmeira das Missões e Santa Rosa foram partes integrantes de acordo judicial feito com o Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais do Estado do Rio Grande do Sul, que determinou o abatimento de 60% do valor da causa, baixando de R$ 300 milhões para pouco mais de R$ 117 milhões. Dentro da lista de unidades que integram o acordo com o sindicato, a venda da área de Passo Fundo só está pendente por causa de uma ação civil de reintegração de posse, que aguarda julgamento. Devido ao interesse do setor imobiliário e à localização privilegiada do terreno, a Cesa espera arrecadar valores superiores ao preço mínimo de R$ 16 milhões. A unidade de Capão do Leão é a segunda mais valiosa em lance inicial de R$ 14.766.070,00 e será vendida em data de leilão ainda ser definida.

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PelletsO empresário Luiz Eduardo Batalha, presidente da Pellco Brasil, em encontro com o governador Eduardo Leite na semana passada, anunciou a continuidade do projeto de construção de uma fábrica de pellets na cidade de Pinheiro Machado. Em 2014, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) concedeu licença prévia para a instalação da empresa no município. A Pellco deverá investir cerca de R$ 1 bilhão, com participação de empresas nacionais e estrangeiras, na construção da fábrica, cuja capacidade de produção dos pequenos cilindros de madeira será de 900 mil toneladas por ano. A obra deve começar em 2019, e a previsão é que a fábrica gere mil empregos diretos.

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E o usuário? – Uma disputa entre duas empresas aéreas vem retardando o desenvolvimento da aviação regional no RS. A perspectiva era que desde o ano passado o Rio Grande do Sul já pudesse contar com mais voos para cidades do Interior. A Gol, através de uma parceria com a empresa de táxi aéreo Two Flex, pretendia iniciar seis novas rotas comerciais no Estado, atendendo a ligação de Porto Alegre com Bagé (seis voos semanais) Passo Fundo (cinco), Rio Grande (cinco), Santana do Livramento (quatro), Santa Rosa (quatro) e São Borja (quatro). Seriam utilizadas aeronaves Cessna 208 Caravan, com capacidade para nove passageiros. No entanto, essa operação ainda não saiu do papel. O maior empecilho, no momento, para que a iniciativa siga adiante é uma disputa jurídica envolvendo outra gigante do setor e que concentra os voos no Interior gaúcho: a Azul.

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Será? – Um porto internacional entre Chuí e Santa Vitória do Palmar! Realidade ou delírio? A ideia foi apresentada pelo prefeito de Chuí, Marco Antônio Barbosa, ao secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Rodrigo Lorenzoni. Uma empresa espanhola, cujo nome não foi divulgado, estaria na fase da montagem do projeto ambiental que então será apresentado ao governador. A construção do estuário seria no Oceano Atlântico, em área entre a praia de Hermenegildo até La Esmeralda, no Uruguai. Conforme a proposta apresentada, o porto seria o maior da América Latina, superando o Buenaventura, na Colômbia, suportando navios com calado de 24 metros. Segundo o prefeito do Chuí, por ter capacidade de receber navios com essa medida, o projeto não será competidor direto com o Porto do Rio Grande. Será mais um daqueles factoides liberados para entusiasmar a região e que não dão em nada?

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Até a próxima!




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