COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 12.06.2018

CAMINHOS DA ZONA SUL

www.caminhosdazonasul.com___________________Paulo Gastal Neto

Visão – É isto mesmo: visão é o que não falta ao presidente do Cipel, Amadeu Fernandes. Através de parceria entre Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), por meio do Conselho de Inovação e Tecnologia (Citec) e o Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel) iniciou-se a busca pelo caminho mais rápido e econômico para a inovação e ela depende do estreitamento de relações com o RoadShow Conexão Indústria e StartUps, promovido na última quarta-feira, aqui em Pelotas. A atividade reuniu cerca de trinta empresários da região e traçou um planejamento estratégico capaz de integrar o setor industrial tradicional e os ambientes de inovação como incubadoras, parques tecnológicos e aceleradoras. Acorde: não é sonho! Está acontecendo neste momento!

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Entre as empresas com maior projeção e abertas às parcerias de integração, destaque para a Lifemed que demonstrou seu player de mercado e o interesse em ampliar investimentos em inovação. O gerente Leonardo Reichow apresentou os ambientes de software já adotados, como o  SolidWorks PDM Enterprise, segundo ele, um espaço fértil para a inovação tecnológica que oferece mais agilidade em integração de dados. As Startups de Rio Grande também chamaram atenção dos participantes e a expectativa é de fomentar a  geração de ideias, projetos ou produtos aplicados aos setores empresariais da zona sul, com o objetivo de propor soluções inovadoras que possam se tornar diferenciais competitivo. Tudo sob a batuta de quem está sempre atento ao que acontece no mundo. Parabéns Amadeu!

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Silêncio – E então uma greve nacional de caminhoneiros faz o país parar literalmente. As estradas ficam bloqueadas, o combustível some dos postos de abastecimento, o gás de cozinha bate na casa dos R$ 150 reais no ‘mercado negro’, os gêneros alimentícios se esgotam nas gôndolas e são vendidos com os preços nas alturas, o Brasil entra num transe sem precedentes e nenhum deputado federal ou estadual vem a público se posicionar, enfrentar com diálogo a situação, demonstrar o seu pensamento e as suas posições. Ao contrário, fez-se um silêncio sepulcral e o poder executivo, cambaleante, sozinho, cedeu em todas as reivindicações e, pelo menos, ganhou uma sobrevida até outubro. Será? Se por um lado houve mais um desgaste imensurável pelos lados do Palácio do Planalto, o parlamento federal usou da tática que contrapõe a origem de seu nome, lá atrás na história vindo do francês ‘parler’ que significa falar ou discursar. Aqui não: silêncio total.

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Vergonha – As vésperas de uma eleição presidencial, com muitos deputados estaduais e federais sendo candidatos a reeleição, o movimento de greve dos caminhoneiros ao invés de gerar um amplo debate em torno da questão, serviu para que os parlamentares fugissem descaradamente da pauta. Com medo de assumir posições que o confrontassem com um lado ou outro da sociedade, optaram pelo silêncio. Posição vexatória e vergonhosa para quem daqui a alguns dias virá pedir votos. Nossa classe política está mesmo desmoralizada.

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Surreal – Direto do manicômio a céu aberto: Depois de todo o escândalo envolvendo a Petrobras durante as gestões petistas, Lula e Dilma Rousseff se mostraram “indignados com o que foi feito com a Petrobras” no governo Temer. Dilma colheu essa impressão de Lula depois de visitá-lo, no último sábado, na prisão em Curitiba.

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Cide – A corda, como sempre, rebenta no lado do mais fraco, Com o fim da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel, quem pagará diretamente a conta são os municípios, que recebem parte da arrecadação desse imposto. Já assolados com perspectivas de impactos negativos trazidas com a política de isenções de impostos, os prefeitos da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) buscam compensar as perdas de arrecadação.  Segundo o presidente da Azonasul, Rudinei Hater, prefeito de São Lourenço do Sul, os chefes do Executivo sustentam compensações e políticas que barateiem, também, os outros combustíveis através da redução de impostos como os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A primeira estratégia definida em um encontro que aconteceu em aqui Pelotas na semana passada é fazer um levantamento dos valores que deixarão de entrar nos cofres públicos das 23 prefeituras da região e o estudo dos demais atos do governo federal que poderão ocasionar outros impactos. A pesquisa será enviada à Federação das Associações de Municípios do RS e à Confederação Nacional dos Municípios (CNM), entidades as quais os prefeitos pedirão maior sustentação ao pleito.

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Até a próxima!

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