COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 01.05.2018

    CAMINHOS DA ZONA SUL

    www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

    Impactantes – Os números apresentados pela Universidade Católica de Pelotas, em recente agenda em Camaquã, ajudaram a aumentar ainda mais a convicção pela necessidade de se finalizar as obras do trecho sul da BR-116. A explanação foi feita pelo professor e economista Ezequiel Megiato que coordena o EDR – Escritório de Desenvolvimento Regional da UCPEL. Somente em acidentes, inúmeros itens são os responsáveis pelos custos ao país. São eles: Danos aos veículos, Custos médicos-hospitalares, perda de rendimentos futuros, administração de recursos, operação de sistemas de atendimentos, danos ao patrimônio da infraestrutura, despesas de funerais, custos administrativos de processos judiciais, custos de congestionamento e custos subjetivos de pesar, dor e sofrimento.

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    Alô autoridades – O número de acidentes no trecho em questão está 27 % acima da média nacional. Nós assistimos a morte de 1,27 pessoas por cada 10 quilômetros em 2017, totalizando 30 óbitos. Foram 238 acidentes com 33 colisões frontais. Cada acidente com morte gerou um custo médio de R$ 498.343,63 ao país. Multiplique por 30 e beiraremos os R$ 15 milhões de reais em perdas materiais, humanas e burocráticas, além dos custos com atendimentos, hospitais, sepultamentos, etc. A pesquisa feita pela UCPEL apontou que se estivesse pronta, a economia teria um incremento de R$ 2 milhões de reais por dia.

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    A realidade – Com os constantes cortes de receitas, o ritmo das obras vem caindo a cada mês ao ponto de praticamente parar. Atualmente seis dos onze lotes do trecho estão em obras, mesmo que lentamente. Prevista para ter sido entregue em 2015, a duplicação está cerca de 60% concluída, mas corre o risco de se perder devido aos constantes atrasos. Para finalizar os trechos ainda pendentes, são necessários R$ 500 milhões. Com o valor, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) calcula que a BR-116 Sul estaria finalizada até 2020. Sem perspectiva de verba substanciosa para os próximos meses, a obra segue sem previsão de término. Em 2017, o movimento que conta com a liderança da Aliança Pelotas e Aliança Rio Grande e teve como percussor o Programa Treze Horas da Rádio Universidade, conseguiu incrementar o orçamento para este ano em R$ 56,5 milhões por meio de emenda impositiva da bancada gaúcha na Câmara. Agora, luta para que a estrada não caia no esquecimento.

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    Energia limpa – A FEPAM – Fundação Estadual de Proteção Ambiental entregou na semana que passou a licença prévia para o Complexo Eólico Ventos do Atlântico, localizado em São José do Norte, no distrito de Bojuru. O projeto é considerado o maior empreendimento de energia eólica do Rio Grande do Sul. O parque terá capacidade total de 870 MW e esta foi a maior licença prévia emitida pela Fepam em um único documento licenciatório. Até então, as maiores potências não excederam 400 MW. O governador José Ivo Sartori e a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e presidente da Fepam, Ana Pellini, estavam exultantes no momento da assinatura, que aconteceu no Palácio Piratini, na terça-feira passada.

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    Cultura – Na última quarta-feira, no Treze Horas da R.U., recebemos a visita do tradicionalista Carlos Souza Gonçalves que coordena a Fundação Centenário Dona Antoninha Berchon Sampaio. A iniciativa contempla Pelotas já com o lançamento do 1º Festival “Cultural, Artístico, Campeiro e Esportivo”, evento que irá ocorrer nos dias 26 e 27 de maio, no parque de exposições Ildefonso Simões Lopes integrará as festividades do ano do Centenário de Antoninha Berchon Sampaio. O festival, que tem na coordenação e execução, a participação da 26ª Região Tradicionalista do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), e o apoio de diversas entidades como Associação e Sindicato Rural de Pelotas. Carlos Gonçalves, explicou na sua participação no Treze, que o evento tem por finalidade a preservação, valorização e divulgação das artes, da tradição, dos usos e costumes e da cultura popular do Rio Grande do Sul, além de homenagear a figura humana ímpar, Dona Antoninha, que tanto valorizou nossa arte e artistas, nas diversas modalidades e expressões. São esperados mais de 1,5 mil participantes nas diversas modalidades e atividades do festival. As inscrições começam no dia 14 de maio e serão amplamente divulgadas pelas redes sociais, imprensa e entidades tradicionalistas, que estarão responsáveis por cada modalidade. São esperados em torno de 12 a 15 mil pessoas, nos dois dias.

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    Até a próxima!




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