PARA FIERGS, ADESÃO AO RRF DARÁ “FÔLEGO” AO RS, MAS É PRECISO REPENSAR GESTÃO DO ORÇAMENTO PÚBLICO

    A adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) é o primeiro passo para o governo do Estado “arrumar a casa” e aumentar os investimentos. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, ao comentar a aprovação, por parte da Assembleia Legislativa, na quinta-feira (8), do projeto de lei complementar 249/2017, que autoriza o RS a aderir ao RRF.

    Segundo Petry, as contrapartidas exigidas junto ao Estado, como a autorização para privatizações de empresas dos setores financeiro, de energia, de saneamento e outros, são um bom ponto de partida para que se repense a gestão do orçamento público. “Somente atuando na estrutura do problema, que vem se arrastando há décadas, a melhora será permanente”, diz ele, lembrando que a FIERGS foi a primeira entidade a fazer um diagnóstico da máquina pública e suas estatais através do “Relatório Sayad”, em 1989, alertando para providências que deveriam ser tomadas para que o Estado não chegasse a essa situação.

    Em 2016, o Rio Grande do Sul foi o Estado do País que menos investiu. Apenas 1,8% da sua Receita Corrente Líquida foi destinado aos investimentos, frente a uma média de 5,7% entre todos os estados brasileiros.




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