COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 06.02.2018

    CAMINHOS DA ZONA SUL

    www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

    Necessidade – A meta é virar o jogo, ou seja, quase uma imposição da economia do RS. O setor industrial continua com mais de cem mil desempregos a mais do que empregos. A ‘luz no fim do túnel’ poderá ser o aumento da produção industrial de novembro de 2017, acompanhado da redução da ociosidade e de uma adequação dos estoques no setor fabril gaúcho. Esses são os aspectos mais positivos detectados pela Sondagem Industrial RS, anunciada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O índice de produção alcançou 52,8 pontos, na maior pontuação para o penúltimo mês do ano desde 2010. O processo de recuperação gradual deve continuar neste primeiro semestre de 2018, mas é bom reiterar que só estará consolidado se ocorrerem ajustes na economia e avanços nas reformas pelo governo federal, disse o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. A Sondagem mostra que o setor industrial ficou menos ocioso em novembro. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) subiu para 69% no mês, ante 68% em outubro.

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    Otimismo – Pela avaliação dos empresários ouvidos na pesquisa, a demanda (54,1 pontos) crescerá em 2018, inclusive as exportações (54,9) e as compras de matérias-primas (52,8) aumentarão. Para o emprego, a perspectiva é de estabilidade (49,8), bem próximo da linha divisória dos 50 pontos. Outro detalhe a apontar expectativa de melhora futura do setor no RS esteve no indicador de intenção de investir, que atingiu no levantamento realizado em dezembro o maior valor em quase três anos: 52,8 pontos. Mesmo ainda em patamar baixo, mostra uma tendência positiva desde o início do segundo semestre do ano passado.

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    Para evitar alagamentos, o Sanep tinha como meta realizar a limpeza de 40.000 metros de canais de drenagem. Mas superou esse número e atingiu 80.000 metros, em uma ação que proporcionou um bom funcionamento do sistema de escoamento, durante a estação mais chuvosa do ano. Só que o trabalho ainda não terminou, afinal é preciso continuar esse esforço para a retirada de lama, lixo e entulhos que diminuem a capacidade de vazão das águas pluviais.

    É O SANEP FAZENDO O MELHOR PARA VOCÊ E PARA A NOSSA CIDADE!

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    Terciário – Diferentemente do setor industrial, o comercio gaúcho recebeu uma boa notícia na semana passada. Mais ainda, a boa informação vai para os consumidores do RS. É que a rede catarinense de lojas de departamentos Havan anunciou que deve investir cerca de R$ 2 bilhões para entrar no mercado atacadista e varejista do Rio Grande do Sul. O presidente Luciano Hang garantiu que a empresa estuda a possibilidade de construção de pelo menos 50 novas megalojas e a geração de até 10 mil empregos diretos. Hang afirmou que já conta com 60 fornecedores gaúchos e que, agora, procura municípios interessados em receber o empreendimento, que vem sendo planejado há 10 anos. Só vai instalar lojas em cidades onde possa trabalhar sábados, domingos e feriados e onde não tenha ‘embates’ com sindicalistas, completando dizendo que ainda não definiu os municípios, mas que cabem no estado, no mínimo, 50 lojas. Cada unidade da Havan costuma possuir 15 mil metros quadrados e geram de 150 a 200 empregos diretos, em até 60 dias. A pretensão do empresário é também investir no setor elétrico, participando do próximo leilão de energia do governo federal, com a estimativa de aplicar R$ 400 milhões em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) com capacidade de 63 megawatts (MW). A Havan já tem uma usina em Frederico Westphalen e duas outras no interior catarinense.

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    Havan – Fundada em 1986, em Santa Catarina, a Havan comercializa artigos nacionais e importados no atacado e no varejo, tem mais de 100 mil produtos à disposição dos clientes e sua matriz se localiza em Brusque. A empresa começou sua expansão em 1999 com a abertura de duas filiais em Curitiba. Logo depois, novas lojas foram abertas em Florianópolis, Criciúma, Joinville e Balneário Camboriú. A Havan tem 107 lojas em 15 estados brasileiros. Há planos para investir, no mínimo, R$ 300 milhões, somente neste ano, para atingir a marca de 120 lojas. As novas unidades da empresa são megalojas de 6 a 7 mil metros quadrados com cerca de 100 mil produtos, praça de alimentação, e, algumas têm até mesmo salas de cinema da rede Cine Gracher, além da tradicional Estátua da Liberdade da Havan, símbolo da empresa, com 33 metros de altura. Cada uma das estátuas custa, em média, R$ 1,5 milhões.

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    Dubai – Os expositores gaúchos, que foram alocados no estande coletivo localizado no Pavilhão do Brasil no International Convention and Exhibition Centre, onde ocorre a Feira Árabe Health, em Dubai, Emirados Árabes Unidos, estão plenamente satisfeitos. Nos dois primeiros dias da feira, que iniciou no dia 29, foram efetivados mais de 100 contatos, promissores para futuros negócios e estabelecimento de parcerias.

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    Até a próxima!




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